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13 de maio – 132 anos de exploração da população Negra no Brasil

A data de 13 de maio de 1888 - Assinatura da Lei Áurea - não é uma data comemorada pelo movimento negro.

Publicado: 13 Maio, 2020 - 17h34 | Última modificação: 13 Maio, 2020 - 17h49

Escrito por: CUT-MT

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A razão é simples. A Lei assinada pela princesa Isabel, em 1888, não criou, as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade.
“Essa versão oficial da história, da princesa que presenteou os pobres cativos com a Lei Áurea. A abolição da escravatura não trouxe a reboque o modelo de sociedade idealizado pelo movimento abolicionista, marcada pela igualdade entre as raças”, observa a secretária de Combate ao Racismo, Joacira Santana Rodrigues de Almeida.
“Pelo contrário, nesses 132 anos, sentimos na pele a intolerância, o ódio e o discriminação institucionalizado dos negros e o massacre da população negra, elevando os índice de violência no Brasil”, completa a secretária da CUT MT, ressaltando a importância de aprofundar os debates por igualdade de oportunidades entre brancos e negros na sociedade.
Escravidão moderna
De acordo com a ONU, o mundo tem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão contemporânea – cerca de 25% das vítimas são crianças; e mulheres e meninas são as mais afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.
Nesse sentido, o presidente da CUT MT, Henrique Lopes, chama a atenção para da Escravidão moderna, as novas formas de trabalho que Estado tem desenvolvido, as quais, estão aprisionado mais e mais pessoas nessa lógica da precarização e da retirada de direitos. “Basta analisarmos as reformas trabalhistas que estão criando legiões de trabalhadores sem direitos, como jornadas intermitentes, urberizados e terceirizados, que com a reforma previdenciária irão morrer sem se aposentar”, aponta o presidente da CUT MT.
Henrique Lopes também chama a atenção para o conjunto de emendas aprovadas pelo Congresso que segue a lógica do congelamento de salários e redução de investimentos em áreas prioritárias como educação, saúde e segurança impondo, principalmente, a população pobre e negra condições ainda mais precarizadas.
CUT-MT