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CUT-MT destaca: Cesta básica em MT consome mais de meio salário do trabalhador

“O governo Bolsonaro tem deixado o povo completamente desamparado com a suspensão do auxílio. A proposta recente de R$ 250, é comprovadamente insuficiente para garantir ao menos a alimentação dessas famílias."

Publicado: 25 Março, 2021 - 12h24 | Última modificação: 25 Março, 2021 - 12h41

Escrito por: Assessoria/CUT-MT.

CUT-MT
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Cesta básica mais cara em 2021

O preço da cesta básica tem aumentado tanto em Cuiabá, que já ocupa mais da metade de um salário mínimo só na compra dos alimentos básicos para sobrevivência. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que registrou alta no valor por seis meses seguidos.

De julho de 2020 a janeiro de 2021, o preço ficou 16,82% mais caro, chegando a R$ 611,30. Em julho do ano passado a cesta básica custava R$ 526 na capital mato-grossense. Com o aumento durante os seis meses, o valor chegou a R$ 611,3 em janeiro deste ano. Fazem parte da composição de uma cesta básica: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT), Henrique Lopes, o aumento no preço dos alimentos, com a inflação em constante ascensão, a defesa pelo auxílio emergencial no valor de R$ 600 para os que estão em situação de vulnerabilidade social em decorrência da pandemia, é questão de sobrevivência. “O governo Bolsonaro tem deixado o povo completamente desamparado com a suspensão do auxílio. A proposta recente de R$ 250, é comprovadamente insuficiente para garantir ao menos a alimentação dessas famílias. Muitos perderam completamente a renda, estão desempregados e sem ter como garantir seu sustento, por isso, vamos continuar lutando para que os recursos públicos sejam usados para socorrer a população”, disse Henrique.

Nos últimos meses, os produtos que tiveram maior aumento foram o óleo (86%), tomate (60%), e arroz (55%). Em seguida, estão: banana (22%), batata (20%), leite (19%), carne (18%), manteiga (9,6%) e açúcar (1,1%).

Henrique cita também o auxílio anunciado pelo governador do estado, Mauro Mendes, com valor ainda menor que a proposta de Bolsonaro. “Todos sabemos que Mato Grosso é um estado rico, que tem superávit de arrecadação ano após ano, que oferece milhões em renúncia fiscal para o setor agropecuário, mas na hora de socorrer a população, oferece um auxílio ínfimo de R$ 150. Quem está em dificuldades financeiras sabe que isso não mata a fome de quem, além de compras com alimentação, precisa pagar gás de cozinha, luz, aluguel”, criticou o presidente da CUT-MT.

“Vamos continuar organizando a classe trabalhadora para protestar em defesa da vida, por um auxílio emergencial que realmente ampare a população nesse momento de crise de saúde e econômica”, disse.