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CUT-MT destaca política da miséria promovida pelos governos federal e estadual

Depois da fila para doação de ossinhos, população enfrenta alta no preço de carnes, carcaças de porco e até de pés de galinha.

Publicado: 14 Outubro, 2021 - 12h21 | Última modificação: 14 Outubro, 2021 - 15h43

Escrito por: Assessoria/CUT-MT.

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Fila de pessoas para receber doação de ossinhos de açougue em MT.

Depois de Mato Grosso ficar conhecido mundialmente com o triste cenário de privações da população, com a “fila do ossinho”, o que era ruim ficou ainda pior. Os dados divulgados esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a realidade dos brasileiros é ainda mais preocupante no que tange a segurança alimentar.

Se o preço alto dos alimentos que consiste na base da dieta do brasileiro como o arroz e o feijão assustam os consumidores, a inflação em alta com a falta de um governo que se preocupe com os mais pobres fica ainda mais escancarada com os preços elevados até mesmo em peças que antes eram descartadas pelos açougues.

ReproduçãoReprodução
Fila para conseguir doação de ossos em Cuiabá-MT

Segundo dados apresentados pelo Instituto, entre agosto de 2020 e 2021, houve registro de elevação no preço da carne bovina (36%), do frango (40,4%) e dos ovos (20%).

Os brasileiros mais pobres, que haviam trocado as carnes de segunda e terceira por frango, depois por ovos, passaram a comprar pés e pescoço de galinha, que também tiveram alta nos preços. Para muitos, a única saída foi ir atrás de restos como ossos de carne bovina e carcaça de peixe, que eram doados, mas como o aumento da demanda, alguns açougues e supermercados começaram a cobrar até o que antes davam para os cachorros.

Segundo um levantamento feito pelo portal de notícias G1, a carcaça temperada de frango subiu 45%, o dorso, 60%. Entre os suínos, a maior alta foi no espinhaço (23,91%), que é a "coluna" do porco, e na orelha (20%).

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso, Henrique Lopes, a miséria e a fome acentuados são apenas o reflexo do governo que privilegia apenas os mais ricos. “Mato Grosso segue as tristes estatísticas do restante do país, mas com a ironia de ter o título de ‘celeiro do mundo’ quando o tema é produção de alimentos. Aqui, o governador Mauro Mendes segue essa mesma política que se importa apenas em promover os barões do agronegócio, isentando-os de boa parte dos impostos, sem ter a contrapartida de postos de trabalho para a população e lucrando em cima da miséria do povo, vendendo seus produtos no mercado externo a seis reais o dólar, enquanto os mato-grossenses precisam gastar o pouco que têm comprando carcaças e ossos, ou ainda, esperando a doação desses alimentos”, criticou Henrique Lopes.

O sindicalista citou ainda a “bolsa auxílio” ofertada pelo governo do estado às famílias carentes no período mais grave da pandemia. “Num estado que tem superávit de arrecadação, temos um governo que, ao invés de prestar uma real assistência aos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, ofertou um ticket de apenas R$ 150 por família, o que todos nós sabemos, não dá para comprar nem mesmo essas carcaças e pés de galinhas suficientes para um mês”, disse.

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Henrique Lopes - Presidente da CUT-MT

Ataques à Classe Trabalhadora

O presidente da CUT destacou ainda os ataques sem precedentes à classe trabalhadora, em especial, aos servidores públicos, por parte do governo Mauro Mendes, antes mesmo dos ataques a nível federal. “Os funcionários públicos amargam congelamento salarial, desrespeito aos reajustes assegurados em lei. A recomposição ofertada por Mauro Mendes, trata de parcela atrasada deixada pelo governo Taques. O previsto para o próximo ano em RGA nem de longe cobre a defasagem histórica que os servidores sofrem.  É uma política de governo desrespeitosa e lastimável”, criticou Henrique.

O dirigente da CUT Mato Grosso ainda faz um alerta para o próximo ano. “Nós da CUT, como classe trabalhadora, entendemos que só será possível mudar esse cenário, derrotando os governos de Bolsonaro e Mauro Mendes nas próximas eleições, elegendo um representante é um governador que, de fato, tenham compromisso com a classe trabalhadora e com a parcela mais pobre da população”, finalizou.

 

Fonte: Assessoria/CUT-MT.