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CUT MT realiza o VI Encontro Estadual de Formação Sindical

O Encontro tem visa pensar a formação de base da CUT MT

Publicado: 05 Agosto, 2018 - 09h48 | Última modificação: 05 Agosto, 2018 - 09h59

Escrito por: Silvia Marques

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Mesa de Abertura do VI Encontro Estadual de Formação

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”, o refrão da música de Gilberto Gil ilustrou muito bem o primeiro dia do VI Encontro Estadual de Formação Sindical, organizado pela Secretaria Estadual de Formação da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT MT) que tem como desafio principal  formar militantes sindicais para manter a resistência da classe trabalhadora.  

A 6ª Edição do Encontro Estadual de Formação Sindical, mediada pela Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT Apolônio de Carvalho (ECO/CUT) começou neste sábado (04.08), no auditório do Sintep/MT, em Cuiabá/MT, seguirá amanhã, domingo (05.08), a atividade faz parte da Política Nacional de Formação da CUT.

De acordo com o secretário de formação da CUT/ MT e do Sintep/MT, João Eudes da Anunciação, os dois dias de encontro serão importantes para pensar a formação de base da CUT MT. “A tarefa principal será planejar ações formativas que envolva a juventude trabalhadora do estado com o acompanhamento da rede de formação e de um coletivo  de formadores/as militantes”, explica o dirigente.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da CUT MT, João Luiz Dourado, reafirmou a importância da formação sindical para o fortalecimento da luta por conquistas e manutenção dos direitos dos trabalhadores. “Os desafios políticos da formação sindical classista é, justamente, fazer a resistência, estimular o diálogo com a sociedade, promover o debate e a formulação de novas concepções e práticas sindicais para enfrentar a fragmentação do movimento sindical”, apontou o bancário presidente da CUT MT.  

Na sequência do percurso formativo, o professor Henrique Lopes, ex-presidente do Sintep/MT, pré-candidato a deputado estadual e o educador social e colaborador da ECO/CUT, Jeová Simões. Eles fizeram uma análise do cenário das reformas do estado brasileiro e seus impactos para a vida dos trabalhadores/as, de igual forma apontando qual é o papel da rede de formação da CUT na organização da resistência dos Trabalhadores.

Em resumo, os dois convidados apontaram a importância de construir, junto aos trabalhadores, a necessidade de eleger os representantes que defenda os  interesses classe trabalhadora e seja capazes de fazer a retomada da iniciativa política dos trabalhadores, e fazer os embates contra o PL da terceirização, o desemprego e o ajuste fiscal.

Para um maior avanço, é necessária uma autocrítica sobre a organização que valoriza categorias específicas e fortalece o corporativismo em detrimento da construção do sentido de pertencimento à classe trabalhadora. O trabalhador não se vê como parte da própria classe trabalhadora e não tem o sindicato como instrumento de conquista coletiva.

O professor Henrique Lopes reforçou a importância da disputa ideológica e também da ampliação e aprofundamento da formação sindical para a disputa da hegemonia e Jeová Simões  destacou a necessidade da organização do trabalhador no local de trabalho. A OLT é fundamental para o enraizamento da CUT, não apenas nas capitais, mas em todas as cidades, ou seja, a interiorização da organização sindical é tarefa fundamental para fortalecer CUTs estaduais e os sindicatos. De acordo com Jeová os dirigentes precisam devolver o poder à quem ele representa. Os sindicatos precisam sair da representação politica para ação orgânica nos locais de trabalho.

No período da tarde, o secretário de formação e o  educador  da ECO/CUT, César Azevedo apresentaram o Programa de formação da SNF/CUT  e mediaram a apresentação das experiências de formação desenvolvidas por egressos da Formação da ECOCUT.

O primeiro dia do Encontro foi encerrado com a mesa sobre o papel da formação da Rede de formação nos desafios para a organização dos/as jovens trabalhadores, com o secretário de Juventude da CUT-MT, Rafael Nauer  e  coordenador do coletivo da juventude da CNTE e  vice-presidente do Sintep/MT, professor Valdeir Pereira.

 

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