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Dia Mundial da Saúde: CUT-MT destaca caos promovido pelo governo Bolsonaro

A data torna-se uma oportunidade para aprofundar as reflexões acerca do caos vivido pela população brasileira no último ano e nos dias atuais, no sistema público e privado de saúde.

Publicado: 07 Abril, 2021 - 17h16 | Última modificação: 07 Abril, 2021 - 17h22

Escrito por: Assessoria/CUT-MT.

CUT-MT
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7 de abril - Dia Mundial da Saúde

Dia 7 de abril, celebrado como Dia Mundial da Saúde, foi marcado em todo o Brasil e também em Mato Grosso, com diversas ações da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital, Cuiabá, e em cidades do interior, como Cáceres, Jaciara, Rondonópolis e Sinop.

Durante a manhã foi realizada uma atividade virtual com a participação de mais de 70 entidades que debateram a situação de calamidade sanitária do estado diante da pandemia da Covid-19 e a apresentação de uma carta ao povo de Mato Grosso em defesa da vida e do SUS – Sistema Único de Saúde.

A data torna-se uma oportunidade para aprofundar as reflexões acerca do caos vivido pela população brasileira no último ano e nos dias atuais, no sistema público e privado de saúde. A explosão no número de casos de infectados e de mortes decorrentes da contaminação pelo novo coronavírus fez saltar aos olhos da sociedade a completa inabilidade do presidente da República em adotar medidas que pudessem minimizar esse triste cenário.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso, Henrique Lopes, a lentidão na compra de vacinas para imunizar a população é fruto da necropolítica negacionista e irresponsável de Jair Bolsonaro. “Estamos falando de mais de 333 mil brasileiros vítimas dessa doença que foi negligenciada e menosprezada pelo presidente. Ele chegou a dizer que era apenas uma ‘gripezinha’, não adotou medidas de isolamento social, sendo inclusive, alguém que promoveu aglomerações. A conta de todas essas mortes está diretamente relacionada à ausência de medidas para proteger a população”, criticou o sindicalista.

Este 7 de abril fica marcado por muita indignação da classe trabalhadora. “Estamos lutando para que a população seja devidamente amparada nesse período onde muitos perderam seus empregos, e, ao mesmo tempo, enfrentam o encarecimento no preço dos alimentos ficando assim, sem condições de garantir o sustento de suas famílias. Exigimos do governo a continuidade do auxílio emergencial de R$ 600 enquanto essa crise durar, senão, além de mortes por Covid, vamos ter pessoas desnutridas, perecendo pela fome”, disse Henrique.

Na pauta de reivindicações da CUT também está a cobrança para que haja a testagem em massa da população, a disponibilização de vacina para todos e todas e a quebra da patente dos imunizantes. “O que estamos vendo é que o governo tem colocado a questão econômica como prioridade em detrimento da vida humana. Precisamos quebrar esse círculo de mercantilização das coisas quando o assunto é salvar vidas, por isso, defendemos a quebra da patente das vacinas e a imunização em massa da população com a máxima urgência”, disse Henrique.

Para o secretário de saúde da CUT-MT, Fernando Piveta, Bolsonaro vem promovendo ataques sistemáticos aos serviços públicos, em particular ao SUS. “Fechamento de leitos, suspensão de concursos públicos, desmantelamento do sistema de compra de insumos, tudo consequência da brutal retirada de verbas da saúde imposta pela emenda do teto de gastos, a EC n° 95 de 2016”, disse.

O secretário de saúde da CUT Mato Grosso ainda destaca que a política do governo Bolsonaro induziu a população a se contaminar maciçamente alardeando uma suposta “imunidade de rebanho”. “Essa informação totalmente discrepante com o que diz a ciência no caso da Covid-19, serviu apenas para o Brasil ser cobaia para proliferação de mutações mais transmissíveis e mortíferas do coronavírus. Não houve testagem em massa, não houve campanhas educativas para prevenção sanitária e distanciamento social, nem incentivo ao uso de máscaras. Não há vacinas e nem mesmo medicamentos para intubações nos poucos leitos de UTI disponíveis”, lamenta Fernando.

É nessa situação dramática - quando o povo precisa mais do que nunca de atendimento público – que o governo se subordina aos setores mais radicais e ultra fiscalistas do sistema financeiro para tentar impor a PEC 32. O significado disso, é mais dinheiro aos bilionários lucros do sistema financeiro e menos atendimento à população, justamente no momento em que mais se precisa dos serviços públicos.

Ações da CUT no Dia Mundial da Saúde

Entre as ações da Central Única dos Trabalhadores neste dia, estão duas Lives, a primeira, no período matutino, com a atividade internacional do Chamado Global “Salvar vidas e proteger o trabalho - Vacinas para todas e todos! Em defesa da quebra de patentes!”, e à noite, às 19h, a sequência das discussões. As Lives serão transmitidas pelo Facebook no link:  https://www.facebook.com/events/515790676105724/. 

As atividades desenvolvidas nesta data pela CUT tem a finalidade de contribuir com informações importantes para a classe trabalhadora e população em geral sobre a importância da adoção de medidas necessárias para salvar vidas, defesa da quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19 e acesso às vacinas, defesa do SUS, proteção do trabalho e das condições dignas de trabalho.

Sigamos firmes na luta pela garantia dos direitos da classe trabalhadora.

Fonte: Assessoria CUT-MT com informações da CUT nacional.