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NORTÃO: Entidades debatem os impactos dos Agrotóxicos na Saúde, alimentos e meio Ambiente

Cresce o número de mortes em conflitos agrários em MT

Publicado: 20 Novembro, 2017 - 18h58

Escrito por: CUT MT

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A Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT) participou nos dia 17 e 18 de novembro, em Sinop, do seminário “Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde e no Meio Ambiente". O Seminário foi organizado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) em parceria com os movimentos sociais e sindicais. 
 
O seminário abordou os impactos ambientais promovidos pelo envenenamento do solo, ar, água e seres humanos pelo uso indiscriminado dos chamados “defensivos” agrícolas. No primeiro momento, foi feita uma análise da conjuntura política econômica e social. 
 
Mato Grosso é o maior produtor de grãos e também lidera o consumo de agrotóxicos. Para o presidente da CUT MT, se esse modelo econômico não for modificado em sua essência, nada impedirá a destruição contínua da biodiversidade, o empobrecimento da terra e da população. “Um modelo econômico primário exportador, que nos torna dependentes das grandes potências industriais e herdamos um país destruído ambientalmente e uma população doente e empobrecida”, explica. 
 
Contaminação dos alimentos  
 
O pesquisador e médico - doutor em saúde coletiva- Wanderlei Pignati, apresentou seu estudo sobre o impacto do uso indiscriminado na produção agrícola e a contaminação dos alimentos que é uma das maiores preocupações dos profissionais da área de saúde pública.
 
Um  estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciado em 2001, mostra que muitos dos alimentos que consumimos normalmente estão contaminados. Segundo a própria Anvisa, os agrotóxicos são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desrregulação hormonal e até câncer. Portanto, comemos, respiramos e bebemos esse veneno todos os dias nas últimas décadas. 
 
Após os debates, foi realizada uma Passeata e Ato Público “Por terra, trabalho e justiça social”, que mesmo com uma forte chuva, caminharam pela avenida central da cidade. 
 
Cresce o número de mortes em conflitos agrários
 
No segundo dia de seminário, a temática foi à crise fundiária e os conflitos agrários em MT e no Brasil. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostrou que nos últimos anos vem crescendo os conflitos por terra e  no ano passado (2016) o crescimento foi de 28%. Conforme levantamento da CPT a maioria das mortes envolve trabalhadores rurais sem-terra, posseiros, fazendeiros e/ou madeireiras, mas ocorrem, também, assassinatos em áreas indígenas e quilombolas.
 
Como encaminhamento, após os dois dias de debates, foi criado o Comitê Regional de Resistência e de Combate aos Agrotóxicos na Região Norte de Mato Grosso com a participação as entidades presentes no Seminário. 
 
Além da CUT/MT, o seminário reuniu representantes de movimento sociais como o MST, Movimento dos Atingido por Barragens, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Comissão Pastoral da Terra (CPT)  e Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso  (Sindsep-MT).
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