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O novo Sindicalismo é pauta estratégica da CUT-MT para defesa da classe trabalhadora

Planejamento reafirmou a unidade na luta da classe trabalhadora, com a definição de uma agenda conjunta com os movimentos populares

Publicado: 18 Março, 2025 - 16h23 | Última modificação: 18 Março, 2025 - 17h27

Escrito por: CUT-MT | Editado por: CUT-MT

CUT-MT/Edevaldo José
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Reunião de Planejamento da CUT-MT

Com a análise de conjuntura do professor doutor Marcos Caron (UFMT), a Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT) iniciou três dias de Planejamento da Direção Estadual, na sexta-feira, sábado e domingo (14,15 e 16/03), com tema “Construindo um novo sindicalismo para o novo mundo do trabalho”.

A Central apresenta para 2025 o debate sobre um novo sindicalismo que corresponda ao novo mundo do trabalho. A plenária conduziu os participantes a dialogarem sobre os desafios dessas mudanças e formalizar encaminhamentos para uma discussão mais ampla, tanto na plenária estadual, em agosto, como na nacional, em outubro de 2025.

“Debater temas como robotização, automação, a inteligência artificial, a necessidade de se discutir a redução da jornada sem redução de salário, essa lógica da escala 6 x 1. Todas as questões envolvendo o novo mundo do trabalho e o perfil do trabalhador frente às novas exigências do mundo contemporâneo são muito importantes para fazer a nossa reorganização como classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CUT-MT, professor Henrique Lopes

Henrique Lopes, Presidente da CUT-MT

Organização

Conforme Henrique, o debate conjuntural é fundamental para a compreensão da importância de pautas como a que tramita no Congresso Nacional sobre a reestruturação do modelo sindical brasileiro. “É muito importante que façamos essa discussão para que possamos apontar esse novo sindicalismo e essa nova forma de agir, um novo financiamento para garantia das entidades e as condições para a classe trabalhadora fazer o enfrentamento naquilo que é necessário para garantir os direitos dos trabalhadores”, ressaltou o sindicalista.

A plenária foi considerada positiva e contou com grande número de entidades representadas. Vários movimentos sociais, como entidades estudantis, movimento LGBTQIA+, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Mato Grosso (MST-MT) e até mesmo sindicatos ainda não filiados à Central.

Agenda

Na oportunidade foi reafirmada a unidade na luta da classe trabalhadora, com a definição de uma agenda conjunta com os movimentos populares, assim como ocorreu no dia 8 de março, dia Internacional da Mulher. Nessa nova programação outras datas foram estabelecidas, entre elas o evento maior que ocorrerá em 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, além da agenda nacional com a Marcha das Mulheres Trabalhadoras, que acontece todos os anos, e a COP 30. “Vamos agora mobilizar nossos sindicatos, os filiados e não filiados para participarem desses movimentos que são importantes para o trabalhador”, reforça Henrique.

Segundo o dirigente, na agenda de lutas uma das pautas importantes é a pressão junto ao Congresso Nacional para a aprovação da ampliação da isenção do Imposto de Renda.

“Essa é uma promessa do presidente Lula de aprovar a isenção do IR de até R$ 5 mil para os trabalhadores. Esse é um movimento muito importante que toda a classe trabalhadora, independentemente da cor partidária, todos, devemos nos envolver nela, pois é uma justiça para os trabalhadores fazer essa correção”, esclarece Henrique.

CUT-MT/Edevaldo JoséCUT-MT/Edevaldo JoséBandeiras urgentes

Fazendo o recorte de Mato Grosso, o dirigente destaca que é muito importante a pauta. “Num estado que dá isenção de mais de R$ 15 bilhões para um pequeno setor, e os trabalhadores cada vez mais com salários achatados, seja pela não recomposição salarial, pelo aumento do desconto previdenciário, ou pela injustiça da não correção da tabela do IR”, destaca

O sindicalista destaca que entre as bandeiras urgentes, além da ampliação da isenção do IR, está também a taxação das grandes fortunas, sob ganhos individuais que mobilizam mais de R$ 10 milhões, por mês. “Precisamos centrar esforços para ter o pobre dentro do orçamento público e que os ricos paguem mais imposto de renda”.

Finalizando os temas, a plenária reafirmou a defesa da democracia brasileira. “A jovem democracia sofreu muitos ataques e golpes, os quais não foram punidos. Agora nesse momento da história, 8 de janeiro não pode passar impune. Sem Anistia para golpista, para que não voltemos a ter atentados contra nossa jovem democracia”, concluiu o dirigente.