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PEC 32 favorece corrupção, diz presidente da CUT-MT em entrevista à Rádio Educativa

“Temos que desmistificar para a população a verdadeira face dessa reforma. Enquanto o governo conseguir manipular as informações, disseminando mentiras, o povo vai padecer lá na frente".

Publicado: 30 Agosto, 2021 - 15h41 | Última modificação: 30 Agosto, 2021 - 15h47

Escrito por: Assessoria/CUT-MT.

CUT-MT
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Entrevista do Presidente da CUT-MT Henrique Lopes à Rádio

“Se aprovada, a PEC 32 da Reforma Administrativa irá promover a privatização dos serviços públicos e ainda favorecer a corrupção generalizada, uma vez que, ao atacar a estabilidade do servidor, o governo irá inibir o funcionário público de denunciar esquemas ilegais com medo da perseguição e demissão”. A afirmação é do secretário de Redes Municipais do Sintep-MT e presidente da CUT-MT, Henrique Lopes, durante participação nesta segunda-feira (30/08) no Programa Diálogo do Dia, da Rádio Educativa (101.5 FM).

O programa trouxe à tona discussões acerca da proposta de Reforma Administrativa do governo Bolsonaro, que tramita no Congresso Nacional. Um dos pontos descortinados pelo sindicalista, foi de que, se aprovada, a alteração no conjunto de leis que rege a administração pública irá afetar diretamente 10,5 milhões de servidores públicos, sendo que destes, a maioria recebe até três salários mínimos. “O argumento de que a reforma vai democratizar os gastos com a máquina pública é uma grande mentira, já que é sabido de todos que, os que recebem os grandes salários e ainda os penduricalhos disfarçados de privilégios, não estão inclusos nessa reforma. Quem mais vai sofrer diretamente, são os servidores com os salários mais baixos”, disse Henrique.

O alerta, no entanto, foi de que, além do funcionalismo, os impactos de uma possível aprovação da PEC 32, da Reforma Administrativa, iriam atingir em cheio toda a população brasileira que se utiliza dos serviços públicos, em todas as esferas. “Os dispositivos que o governo Bolsonaro quer alterar nessa suposta reforma, que eu chamo de ‘deforma’, vai abrir brecha para que todos os serviços públicos acabem por ser privatizados. Isso significa dizer que, quem buscar esses atendimentos, que hoje são gratuitos, terão de pagar (de novo) por eles”, destacou o sindicalista.

Os debates durante a entrevista também ressaltaram a campanha difamatória do governo federal quanto à imagem dos servidores públicos. “O Ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse com todas as letras que o servidor público é considerado como inimigo para esse governo. Vemos na internet, na mídia, uma enorme quantidade de fake News afim de atacar a honra e imagem do funcionalismo público, demonizando os servidores. Tudo isso para enganar a população que será duramente afetada com essa proposta”, explicou Henrique.

Quanto ao enfrentamento, o presidente da CUT-MT e dirigente do Sintep-MT enfatizou a importância de uma campanha de esclarecimento junto à população, para que, não apenas o servidor público faça a resistência à essa proposta, mas toda a sociedade, já que, mais uma vez, os mais pobres, a classe trabalhadora e todos os que dependem do sistema público de educação, de saúde, é que serão os mais prejudicados se essa proposta for aprovada.

“Temos que desmistificar para a população a verdadeira face dessa reforma. Enquanto o governo conseguir manipular as informações, disseminando mentiras, as pessoas ficam sem saber o sofrimento que terão que enfrentar mais à frente, por isso, esse é o momento de reagir, pressionar os representantes no legislativo federal para que votem contra essa PEC do mal”, finalizou.

Fonte: Assessoria/CUT-MT.