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Plenária sindical debate o fortalecimento da resistência da Classe Trabalhadora

  Na pauta o resultado eleitoral e suas consequências

Publicado: 26 Novembro, 2018 - 18h00 | Última modificação: 02 Dezembro, 2018 - 18h21

Escrito por: Silvia Marques

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Dirigentes sindicais cutistas participaram, na sexta-feira (23.11), da Plenária Sindical promovida pela Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT), em Cuiabá, no Auditório Nivaldo Queirós.  Na pauta o resultado eleitoral e suas consequências, sobretudo no que diz respeito aos direitos sociais que estão na mira dos que defendem a retomada da agenda neoliberal.

Para professor Henrique Lopes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (SINTEP/MT) e eleito suplente de deputado estadual,   o conjunto da Classe Trabalhadora não podem se calar diante das políticas de retrocesso que estão pautadas. “Este é um momento importante para os Sindicatos e movimentos sociais que defendem os princípios de socialistas e do bem-estar se reorganizarem em defesa dos direitos sociais”, apontou no inicio da sua análise de conjuntura.

No decorrer da sua análise, Henrique Lopoes apontou elementos históricos do surgimento da Central Única. Afirmou que CUT nasceu criticando a estrutura sindical criada pro Getúlio Vargas, sempre defendeu o fim do imposto sindical, o fim da unicidade sindical, mas que no decorrer desses anos, não se preparou adequadamente para fazer as mudanças necessárias.  “Precisamos nos fortalecer para enfrentar esse momento complicado. Por isso precisamos nos articular para resistir ao golpe que ganhou legitimidade nas urnas e aos ataques aos nossos direitos”, afirmou, apontando a necessidade de retomar o contato com as bases, no local de trabalho e repensar a comunicação sindical.

O professor Henrique Lopes também alertou para a necessidade de debater o modelo desenvolvimento econômico de Mato Grosso que está refém do agronegócio e das políticas de desoneração fiscal, além da Lei Kandir que deixa de recolher aos cofres públicos mais de 7 bilhões ao ano. 

No final da sua análise, disse que estar esperançoso. “Precisamos estabelecer um diálogo com a toda a classe trabalhadora, reforçando a importância da manutenção de direitos. Pois, os nossos direitos sempre foram frutos da nossa organização, resistência e luta”, completou o professor Henrique Lopes ressaltando que o cenário é extremamente temerário para os trabalhadores e trabalhadoras, mas o movimento sindical e social, historicamente, tem crescido nos momentos de ataques aos direitos.

Na visão do presidente da CUT/MT, João Luiz Dourado, o momento é de paciência, reflexão e de disputa ideológica. “Temos que ter a o espírito da paciência para fazer o enfrentamento ideológico. O momento é de acolhimento e de presença na base para construir e contrapor o debate ideológico junto aos trabalhadores e trabalhadoras”, avalia, ressaltando que apesar do intenso debate nas redes sociais, o debate ainda precisa avançar, sobretudo, entre as camadas e setores sociais que não usam frequentemente a internet, o debate precisa ser presencial.

Encaminhamentos finais da Plenária

Os dirigentes sindicais cutistas destacaram a importância de ações articuladas na comunicação sindical. Fortalecer a comunicação sindical nas redes, buscando furar o bloqueio midiático e pautar o debate para reforçar a narrativa da importância da manutenção de direitos.

Também foi aprovado encaminhar sugestões para Central e federações a mudança dos locais de eventos e reuniões nacionais para Curitiba, para fortalecer a Vigilia #LulaLivre, que completa resistência de 236 dias de resistência à prisão política do ex-presidente em frente à superintendência da Policia Federal do Paraná.

Além disso, a CUT MT deverá participar da luta em defesa do pronto-socorro público de Cuiabá, fortalecer a luta do Fórum Sindical pelo pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) e organizar Plenária com movimentos na segunda quinzena de janeiro de 2019.

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