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UFMT sedia Jornada da Reforma Agrária na próxima semana 

JURA discutirá distribuição de terras, justiça social e agroecologia, devastação ambiental e produção para exportação sem pagamento de impostos. 

Publicado: 23 Maio, 2019 - 07h30

Escrito por: JURA

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Entre os dias 27 e 29 de maio, a Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Cuiabá, sedia a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA). Esta é a segunda edição do evento na Universidade e o objetivo é discutir os impactos do agronegócio, as alternativas sustentáveis, a distribuição mais justa das terras e o respeito ao meio ambiente e a quem vive no campo ouvindo especialistas, ativistas, agricultores e comunidades tradicionais. Iniciada em 2014 com a participação de 40 instituições federais de ensino, a JURA chega a 2019 com 60 Universidades e Institutos Federais por todo o país. Desde o ano passado, a Universidade Federal de Mato Grosso faz parte da rede de eventos e neste ano, traz dezenas de atividades culturais, vivências, oficinas, cursos, mesas de discussão, rodas de conversa e feira de produtos artesanais e agroecológicos.

As atividades da Jornada, tiveram início antes mesmo de sua abertura oficial. No dia 18/05 houve uma importante vivência para estudantes e interessados no Acampamento Padre José Ten Cate (Jaciara) e no assentamento Egídio Brunetto (Juscimeira), coordenada pelas professoras Gislayne Figueiredo e Mírian Sewo, ambas da UFMT. Entre os dias 20 e 24 de maio, sempre às 19:00 no auditório do Musear – Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT, está o Cinema da Terra onde estão sendo exibidos documentários sobre a luta pela terra, as comunidades quilombolas e a educação nos assentamentos da Reforma Agrária. Já na abertura oficial do evento (27/05), às 19:00 no Auditório do Centro Cultural da UFMT, acontece a palestra de Gilmar Mauro, um dos principais líderes do MST.

Outras mesas compõem a programação em diversos horários e locais: “Movimentos quilombolas: história, identidade e luta” (dia 27 das 10:00 às 12:00 no Auditório do IGHD); “Impactos das hidrelétricas nas bacias do Teles Pires e Juruena – A visão dos atingidos” (dia 27 das 14:00 às 16:00 no Centro Cultural da UFMT); “A luta por saúde” (dia 27 às 14:00 no auditório do ISC); “Colapso ambiental e alternativas à capitalização do campo” (dia 27 às 14:00 na Adufmat);  “Políticas públicas, universidade e soberania alimentar” (dia 27 às 14:00 no auditório do ICHS); “Direitos dos povos indígenas” (dia 27 das 16:00 às 18:00 no Centro Cultural, com a participação da deputada indígena Joenia Wapichana, de Gersen Baniwa e outras autoridades e parlamentares); “O jornalismo de Mato Grosso e a expansão do agronegócio no estado” (dia 27 das 16:00 às 18:00 no Auditório da Faculdade de Agronomia e Zootecnia), com coordenação dos jornalistas Francisco Alves e Vinicius Souza, ambos colaboradores dos Jornalistas Livres); “Agroecologia: movimento, ciência e prática” e “ Saúde e Agroecologia: impactos da utilização de agrotóxicos e a importância da agroecologia na promoção da saúde das populações e territórios” (dia 28, a partir das 14:00 horas Auditório da Faculdade de Agronomia e Zootecnia); “ Formas de organização da universidade frente às demandas dos movimentos sociais” (dia 28 das 10:00 às 12:00 no Centro Cultural da UFMT);  “Territórios quilombolas: processos formativos de educação, resistências e desafios em Mato Grosso” (dia 28 às 18:00 no Centro Cultural); “A educação do campo frente aos ataques ultraliberais” (dia 29 das 8:00 às 10:00 no Centro Cultural da UFMT); e “Trabalho, patriarcado e natureza: olhares e percepções de mulheres camponesas” (dia 29 das 10:00 às 12:00 no Auditório do PPGE); “Dívida pública”  (dia 29 às 10:00 no Centro Cultural); “O governo Bolsonaro e os impactos na vida da população negra e das mulheres” (dia 29 às 16:00 no Centro Cultural) e A Pedagogia do MST: da ciranda infantil à universidade” (dia 29 as 14:00 no Centro Cultural).

Entre as oficinas, seminários e cursos previstos estão: “Curso sobre as teorias das relações raciais no pensamento social brasileiro” (dia 28 a partir das 8:00 no Auditório do ISC); Oficina de Bacia de Evapotranspiração” (dia 28 a partir das 8:30 no Auditório do IGHD); “Seminário: Trabalho escravo contemporâneo no campo e reforma trabalhista” (dia 28 das 14:00 às 16:00 no Centro Cultural da UFMT); “Experiências sem valor (de troca)” (dia 28 às 14:00 no auditório da Física);  “Oficina: Teatro do Oprimido” (dia 28 das 14:00 às 16:00 no Auditório do Instituto de Educação); Roda de conversa dirigida aos camponeses “Álcool e outras drogas: como lidar com esta questão no contexto do campo” (dia 29 a partir das 9:00 no auditório do ICHS); “Tenda Paulo Freire” com cuidados e debates sobre a educação popular em saúde (a partir das 14:00 horas do dia 27 até o dia 29 às 18 horas no auditório da FACC); “Roda de conversa sobre pessoas que vivem em situação de rua” (dia 29 às 10:00 na Adufmat); “Roda de conversa: Pode o Amor, a Verdade e o Bem, inspirado em crenças religiosas, promover a violência pelo Sagrado?” (dia 29 às 16:00 na Adufmat); e rodas de conversa e intervenções no RU sobre “Novos olhares e saberes da agricultura camponesa para a promoção de soberania e segurança alimentar de territórios agrícolas” (de 27 a 29, nos horários de refeição).

Camponeses, quilombolas e indígenas estarão presentes em debates nas mesas, mas também na Feira da Reforma Agrária e Economia Solidária (do dia 27 a partir das 17 horas até dia 29) com a venda de produtos da agricultura familiar e artesanatos.

Haverá ainda exposições como a “II Exposição Terra e Resistência” (no Centro Cultural) e o “Relatório Figueiredo e contemporaneidade: Estado, violência e resistência dos povos indígenas” (exposição permanente no Musear – Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT) e várias apresentações culturais como: grupo de Capoeira “Quilombo Angola”, dança com o “Grupo Bataru” e Coral das Mulheres Idosas do Jardim Vitória (dia 29 a partir das 18:00 no Centro Cultural).

Lançamentos de livros ocorrerão durante o evento, com destaque para o “Relatório Dataluta” (dia 28 às 14:00 no Auditório do IGHD), “Caderno de conflitos no campo 2018 – Brasil” (dia 28 às 16:00 no Centro Cultural) e “Sem Terra em Cartaz” (dia 28 às 20 Horas no Centro Cultural).

Veja a programação completa em https://juramatogrosso.wixsite.com/jura2019/programacao .

Serviço:

O que: Jornada Universitária  em Defesa da Reforma Agrária
Local: Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Cuiabá
Data: 27 a 29 de maio de 2019 em diferentes horários
Participação com certificado mediante inscrição.
Informações: https://juramatogrosso.wixsite.com/jura2019/programacao