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Unidas, CUT e demais centrais aprovam Dia Nacional de Luta para 10 de agosto

A mobilização nacional da classe trabalhadora foi aprovada em ato realizado durante lançamento da Agenda Unitária elaborada pelas 7 centrais que embasará as ações neste período eleitoral

Publicado: 06 Junho, 2018 - 16h47

Escrito por: Érica Aragão

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Todos os presidentes das centrais afirmaram que a unidade dos trabalhadores e das trabalhadoras torna a luta mais forte e combativa.
 
 “Nós das centrais sindicais estamos apresentando uma proposta de desenvolvimento para o Brasil, que fala da retomada da geração de empregos, do crescimento econômico, da dignidade do trabalhador, da participação do Estado, entre outras”, discursou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.
 
 “O Brasil está paralisado e os trabalhadores têm que ser protagonistas nessas mudanças, porque a classe trabalhadora é quem sofre com todo esse desmonte imposto pelo governo ilegítimo de Michel Temer”, disse Vagner. E destacou: “É uma agenda completa para mudarmos o País e que, claro, para nós da CUT, o Lula livre, Lula Presidente também está nesta agenda da classe trabalhadora.”
 
Para o secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, a “Agenda” ajudará a CUT e as demais centrais sindicais a levar reivindicações e propostas da classe trabalhadora a toda sociedade e, principalmente, além de preparar a militância à grande mobilização nacional marcada para 10 de agosto.
 
“As 22 propostas unitárias contidas no documento traduzem as prioridades da classe trabalhadora, sob o guarda-chuva da democracia e soberania nacional e, por isso, devem ser apresentadas e debatidas em todos os espaços, especialmente, nos sindicatos, nas bases, nos locais de trabalho.”
 
A secretaria-adjunta nacional de Combate ao Racismo da CUT, Rosane Fernandes, afirmou que a unidade das centrais foi fundamental para construir as propostas de um Brasil melhor para a classe trabalhadora. E “como mulher e negra” destacou a importância da luta pela diversidade do povo brasileiro.
 
“Essa diversidade está em todos os locais de trabalho e, por isso, as centrais sindicais acertam ao inserir a luta pela igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes. Nós queremos uma sociedade sem machismo, racismo, homofobia e direitos iguais para todos e todas. Só unidos podemos transformar a sociedade tornando-a mais justa e igualitária”, destacou Rosane.
 
O presidente da CTB, Adilson Araujo disse que a “Agenda” servirá de orientação política para a população brasileira, que está sofrendo com os duros ataques do governo golpista, e trazer cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras para a luta.
 
O secretário Geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, disse para a economia voltar a crescer é preciso urgente revogar a Reforma Trabalhista e gerar mais emprego.
 
 O secretário Geral da CSB, Alvaro Egea, disse que é muito importante retomar a política de valorização do salário mínimo para que o trabalhador e a trabalhadora possa ter uma vida digna.
 
Presidentes e representantes do Fórum das Centrais Sindicais durante o hino nacional
O presidente da Nova Central, Luiz Gonçalves (Luizinho), afirmou que a unidade das centrais dá força para continuar a luta e diz ter certeza que terá resultados positivos para a classe trabalhadora. E ainda encerrou sua fala com um forte “Lula livre”.
 
O presidente interino da Força Sindical, Miguel Torres, disse que a prisão de Lula e a invasão da polícia federal na Força Sindical e UGT mostram a criminalização dos movimentos sociais e sindicais e disse que é fundamental resgatar a democracia e ter Lula candidato.
 
Sobre a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora
 
O documento, produzido pelas sete centrais sindicais do País, CUT, CSB, CTB, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT com coordenação técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), reúne 22 propostas discutidas e construídas com unidade do movimento sindical para o crescimento e desenvolvimento do País. 
 
Criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os investimentos públicos por 20 anos, renovar a política de valorização do salário mínimo, revogar todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Reforma Trabalhista e da Terceirização, que precarizam os contratos e condições de trabalho, assegurar o direito e o acesso ao Sistema Público de Seguridade e Previdência Social são algumas das 22 propostas da CUT e demais centrais para o desenvolvimento do Brasil.
 
“As eleições de 2018 são uma oportunidade para recolocar o País em outra trajetória de desenvolvimento econômico, social e ambiental. O debate público de ideias e projetos deve subsidiar as escolhas dos eleitores. Os governantes e parlamentares eleitos precisam ter compromissos com transformações que recoloquem o País no rumo de desenvolvimento, com incremento da produtividade, aumento da renda do trabalho, geração de emprego de qualidade, fim da miséria e redução da pobreza”, diz trecho dos desafios da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora.
 
Um minuto de silêncio
 
Durante o ato de lançamento da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Audálio Dantas, que morreu em 30 de maio.
 
Outras participações
 
Representantes da Fenafisco e da Anfip também participaram do evento e apresentaram um projeto de reforma tributária solidária, que desonera os trabalhadores e trabalhadoras, taxa grandes fortunas e corrige injustiças históricas no sistema de impostos do Brasil, que sempre penalizou os mais pobres.
 
Mobilização continua na próxima semana
 
Na próxima semana, as centrais realizarão também a apresentação do documento para os parlamentares do Congresso Nacional, além da entrega aos presidentes da Câmara e do Senado e para líderes partidários.
 

Fonte CUT 

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